A Aliciante Actividade do Formador

Publicado a Setembro 16, 2009
Na categoria Entidades Formadoras, Recursos Pedagógicos |

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António Mão de Ferro - Director Geral da NOVA ETAPA

Na conjuntura que atravessamos as oportunidades dos formadores são ilimitadas mas para serem bem sucedidos, terão cada vez mais de dar resposta aos problemas que lhe são colocados no presente e lançar as sementes para que o futuro das pessoas e das organizações faça sentido. Ainda não há muito tempo, a sociedade era pobre em termos de informação e rica em acção o que significava que se tinha pouca informação para acompanhar e muita coisa para fazer. Contudo a sociedade tornou-se rica em termos de informação e pobre em acção. Tem-se acesso a todo o tipo de informação mas existem menos oportunidades de agir e intervir. A incerteza e complexidade aumentam cada vez mais e o domínio dos acontecimentos é cada vez menor. O prazo para responder às solicitações é cada vez menor o que faz aumentar o risco de erros. A autoridade perde prestígio, o discurso social diversifica-se e dá lugar a múltiplas interpretações.

Nesta fase em que vivemos o papel da formação assume uma importância crucial na medida em que ela pode dar um impulso decisivo para aumentar o que se produz, para lhe dar mais qualidade e para dar um contributo para o desenvolvimento do talento das pessoas. (CONTINUA)
Mas a rentabilidade que a formação pode proporcionar de que o formador faz parte integrante, está a tornar-se mais rigorosa e os critérios de eficácia são cada vez mais exigentes, será que o formador pode tirar partido deles? Acreditamos que sim, mas é preciso que tenha presente que os formandos estão hoje muito mais informados do que no passado. A proliferação de sites na internet permitem-lhes estabelecer comparações entre as empresas de formação e entres os formadores e na maior parte dos casos o apelo dos formandos à formação é feito não com a preocupação de adquirirem saberes mas de encontrarem maneiras de resolver problemas.

Os formadores terão por isso cada vez mais de exercer funções de consultores e movimentar-se em territórios que ainda há pouco tempo não eram os seus. Daí que para a obtenção do sucesso na formação é necessário recorrer a meios mais diversificados.

As explicações dadas pelo formador têm que suscitar questões que podem ser respondidas por comunidades de participantes, presencialmente ou por elearning, mas o formador tem que ser capaz de controlar a situação e quando as respostas dadas pelos diferentes intervenientes não satisfizerem, o formador tem que intervir e dar esclarecimentos,  pelo que as questões lançadas e as intervenções feitas pelos formadores não podem ser feitas ao acaso, mas fruto de muita reflexão e adaptadas às diferentes situações.

O desafio é grande e para dar resposta às exigências crescentes da sua difícil actividade o formador tem que se actualizar constantemente, saber escolher as empresas onde faz a sua própria formação e ser exigente para com elas, não se devendo contentar em fazer formação de formadores que lhe dê um documento para ter acesso ao CAP, mas sim em frequentar um curso que para além do CAP o dote de conhecimentos que lhe permitam ser mais competente para poder prosperar na aliciante actividade de formador.

António Mão de Ferro
Director Geral da Nova Etapa

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