Aprendizagem ao longo da vida – O Processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências

Publicado a Janeiro 5, 2010
Na categoria Entidades Formadoras, Formação e Ensino Profissional, Recursos Pedagógicos |

Ana Raquel Morais Profissional de RVC

Com a crise que o país enfrenta nos dias de hoje, torna-se cada vez mais necessário apostar em formação ao longo da vida.

São cada vez mais frequentes os jovens e adultos que apostam na sua qualificação no âmbito da Iniciativa Novas Oportunidades, quer por iniciativa própria, quer por incentivo da sua entidade patronal. Sem dúvida que se a entidade patronal se interessar pela literacia dos seus colaboradores, estes sentir-se-ão mais motivados, ainda para mais se a obtenção de determinado grau académico, trouxer benefícios como a progressão de carreira (motivação extrínseca). O Processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências, vulgo RVCC, consiste numa reflexão por parte do adulto, das suas experiências de vida e competências adquiridas com as mesmas, em contextos formais, informais e não-formais.
Um dos aspectos negativos que infelizmente ainda predomina é a ideia do facilitismo associado aos Centros Novas Oportunidades. Existe, ainda, a imagem de que se vai para a escola e que em dois ou três meses se consegue o “canudo”, isto é, se obtém o certificado. Contudo, não é bem assim. No centro em que trabalho, regemo-nos pela qualidade e como Profissional de RVC, profissão esta que desempenho há cerca de um ano, alerto desde logo os adultos que o processo em si não é difícil, mas que dá algum trabalho, ou seja, não é em dois ou três meses que o processo se conclui, exige algum dispêndio de tempo e principalmente capacidade de reflexão.
No final do processo de RVCC, bastante gratificante é o facto de os adultos reconhecerem e comentarem comigo que a sua auto-estima está mais elevada, se sentem mais autónomos e com mais auto-confiança, isto porque ao reflectirem acerca das suas experiências de vida, tomaram consciência de que detinham determinadas capacidades e competências, que até então não tinham consciência, porque nunca se tinham dado ao trabalho de pensar sobre as mesmas (motivação intrínseca).
De acordo com Cunha, Rego, Campos e Cunha e Cabral-Cardoso, 2004, quando os indivíduos experimentam estados de espírito positivos, tendem a ser mais criativos e mais atreitos ao raciocínio indutivo, interpretando a envolvente como segura e maior inclinação para procurarem e experimentarem soluções novas, o que será uma mais-valia para as organizações.
Tendo por base o defendido por Luthans, 1989 cit. por Cunha, Rego, Campos e Cunha e Cabral-Cardoso, 2004, os trabalhadores mais jovens tendem a revelar-se menos satisfeitos do que os seus colegas mais velhos, vários são os motivos que parecem estar na origem desta evidência, nomeadamente o facto de os trabalhadores mais jovens tenderem a ocupar posições hierárquicas mais baixas e funções de menor responsabilidade, daí talvez haver um maior número de jovens a inscrever-se para a conclusão dos seus percursos académicos.
Assim, considero ser da máxima importância o incentivo para a prossecução dos estudos, por parte da entidade patronal.

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Comentários

Uma resposta a “Aprendizagem ao longo da vida – O Processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências”

  1. Geraldine Silva a Janeiro 7th, 2010 16:33

    Este artigo revelou ser extremamente interessante.
    Parabéns à autora.

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