Workshop:Cursos EFA: Mediação, Formação E Portefólio Reflexivo De Aprendizagem

Publicado a Março 25, 2009
Na categoria Na Crista da Onda |

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Participantes do I Workshop do Forma-te

Decorreu no dia 14 de Março o I Workshop organizado pelo Forma-te… Numa sessão dinâmica e interactiva entre a equipa de formadores e os participantes, surgiram algumas dúvidas e muitas trocas de conhecimentos e experiências… Nesse sentido apresentamos aqui algumas reflexões que os participantes nos enviaram: A Teresa Cordeiro e Vitalina Lucas.

Teresa Cordeiro

Reflexão da workshop

“ Cursos EFA: Mediação, Formação, e Organização do Portfolio Reflexivo de Aprendizagem”

“We have to work in new spheres, step back from our own prejudices and look to the world with the eyes of the others. Teaching is a poetic profession and all education is about relationship and self education.”K.Singh, U.N.E.S.C.O. in Simpósio Internacional de Educação, 2007, Lisboa.

Esta “viagem” formativa pelos Cursos Efa no âmbito da mediação, formação e organização do portfolio reflexivo de aprendizagem, remeteu-nos para uma mudança de atitude relativamente a novas formas de aprender, reconhecer aprendizagens anteriores e organizá-las de modo a que possam ser certificadas. É sempre com alguma expectativa que inicio uma formação. O que vou ouvir, dizer, fazer ou aprender e em que medida o trabalho a desenvolver me vai ajudar ou contribuir para a melhoria da minha prática pedagógica constituem questões que, à partida, me coloco.

Penso que estes cursos nos irão ajudar a encontrar formas diferentes de olhar a aprendizagem do outro, como um todo e não apenas aquele momento exacto de partilha de conhecimentos. Como afirmou o mestre Américo Dias na sua intervenção a luz também pode estar do outro lado, ou seja, também os formandos são detentores de luz e cabe-nos a nós ver essa luz com “olhos de ver” e encaminhá-la de forma a que cada um se consciencialize dos seus saberes. Ensinar também é aprender e a troca e partilha de experiências serve para que possamos construir os nossos saberes de uma forma activa e participativa.

A vontade de aprender, fazer as malas e partir continua.

Teresa Cordeiro

Vitalina Lucas

Proposta de trabalho / Reflexões  - Cursos EFA e  PRA

O adulto quando inicia um curso EFA transporta consigo saberes, experiências adquiridos não só em contexto escolar ou em outras formações, como também em contextos informais: Na “escola da vida”, tão particular e única; Nas várias profissões que desempenhou; Nos lugares onde residiu ou  visitou;  Nas relações interpessoais que estabeleceu.  Todos  esses conhecimentos de “senso comum” deverão ser aproveitados, como diz Paulo Freire, para construir o conhecimento científico, porque aprender não significa acumular conceitos, mas compreender e reflectir sobre eles, relacionando-os com a realidade que rodeia o adulto.

Assim, o papel do formador não é transmitir apenas conteúdos e avaliá-los, antes se pretende  que seja um orientador, um condutor de pessoas: aquele que ajuda a descobrir as suas potencialidades, procurando vencer ou ultrapassar dificuldades, guiando-as na procura do conhecimento tecnológico e científico.

Na construção do Portefólio Reflexivo das Aprendizagens, o formando de um curso EFA – NS de dupla certificação – parte da sua história de vida e irá englobar ao longo do seu percurso formativo a Cultura, a Língua e a Comunicação, introduzirá temas comuns à Sociedade, à Tecnologia e à Ciência, sem esquecer a demonstração de competências na área da Cidadania e Profissionalidade. Todavia,  esta será apenas uma pequena parte do PRA, pois na segunda parte irá  incluir os trabalhos que reflectem as competências adquiridas na formação tecnológica. Ao longo de todo este processo, o formando é o autor que, gradualmente, vai construindo, reformulando e reflectindo sobre a sua “obra”, sobre o seu processo de aprendizagem.

O objectivo final será fazer com que o adulto que, à partida, tem um défice de qualificações escolares e profissionais, se torne num sujeito autónomo, mais confiante e capaz de tomar as suas próprias decisões, um cidadão consciente dos seus direitos e deveres, capaz de intervir na sociedade, um profissional qualificado e competente para competir num mercado  de trabalho  cada vez mais exigente.

Este projecto ambicioso só terá sucesso se o formando, a equipa pedagógica (mediador e formadores) e o representante da  entidade formadora demonstrarem capacidade de planear e trabalhar em conjunto, se todos estiverem disponíveis para entrar no mesmo barco, remar na mesma direcção, contra ventos e marés. Na minha opinião, a fase do planeamento é indispensável e o projecto tem que ser conhecido e defendido por todos com entusiasmo. O trabalho em equipa  é fundamental para que o barco e o seu capitão possam atracar  no porto desejado e todos possam festejar e gritar terra à vista !


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